Ela era uma menina normal, chorava todas as madrugadas por um amor perdido. Ele era um menino normal, mantinha a pose de durão pra esconder a falta que o amor lhe fazia. Ela sonhava com ele todas as noites. Ele bebia para tentar esquecê-la todas as noites. Eles se encontravam todas as sextas, pois tinham os mesmos amigos; quando se olhavam batia uma vontade - em ambos - de dizer o que estava entalado, mas o orgulho era mais forte, a dor era mais forte, o medo era muito mais forte. Ela o amava. Ele a amava. Mas somente amor não é suficiente, não dá pra viver somente de amor. Ela começou a beber para tentar ignorar os gritos de saudade que ecoavam em sua mente. Ele começou a estudar para mudar-se para onde a lembrança dela não existisse. Os papéis se inverteram. ela começou a se drogar e a procurar em outros corpos o que só existia naquele que perdera. Ele começou a escrever para esquecer o amor que perdera. Ela estava se acabando mas não se importava com isso, pelo menos não pensava nele o dia inteiro, nem sentia dor ao lembrar do sorriso que agora estava em algum lugar desse mundo e não em seus lábios. Ele se apaixonou por uma menina que conheceu no seu cursinho de inglês. Ela teve overdose e quase morreu. Ele começou a namorar. Ela prometeu parar de se drogar e beber. Ele estava feliz e mal se lembrava dela. Ela, como passava os dias sóbria e limpa, pensava nele e tentava entender como tudo pode ter acabado tão rápido. Ele não pensava mais nela, estava apaixonado novamente, estava vivo e radiante. Ela teve uma recaída e voltou a se drogar, estava com depressão e queria que ele estivesse por perto para ajudá-la. Ele recebeu uma ligação de um número desconhecido, e tudo o que ouviu foi um “me salva”, mas desligou o celular e foi encontrar-se com sua namorada. Passaram-se 13 meses. Ele estava bem e feliz. Ela estava triste e morta por dentro. Ele propôs noivado a sua namorada. Ela tentou suicídio. Ele queria uma vida com a noiva, queria filhos e felicidade. Ela queria beijar a morte, deitar em seus braços e encontrar a paz que tanto buscava em cada agulhada. Ele beijou a noiva e mostrou o apartamento que logo seria deles. Ela não queria mais nada, queria apenas não ser o que era. Ele amava a noiva; a queria para sempre, já não pensava mais nela. Ela pediu desculpa a seus pais por ter se transformado em algo que não era a filha deles. Ele disse sim, e beijou a noiva. Ela escreveu uma carta e armazenou em sua memória uma bala. Ele recebe a carta que ela escreveu, e descobre que ela suicidou-se por amá-lo demais, e vai ao enterro. Ela encontra a paz em sua morte, encontra a vida no vazio eterno; ela não sente mais dor. Ele chora, sua esposa não entende; ele não explica. Ela sorri, pode sentir a liberdade do não-sentir em seu rosto. Ele vai embora, sem saber que perdeu o seu mundo, sem saber que ela era a sua vida, sem saber que ela sempre será dele. E que sempre foi. Mesmo quando ele nem se lembrava da existência dela, ela pertenceu a ele. Por inteira. Completa. Mesmo faltando um pedaço aqui, outro ali, ela foi dele. E sempre será.
Keef Rabbit.
Não tem aquela frase que diz assim: os opostos se atraem.. ? Pois é, acho que talvez seja a mais pura realidade, mas as vezes é meio confuso.. Entre tapas e beijos, amor e ódio, a vida e a morte. O começo. O fim.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
“Eu não quero que seus amigos saibam tudo sobre mim, só quero que quando ninguém saiba onde você está, eles digam que você - provavelmente - está comigo. Eu não quero que você ame as bandas que eu gosto, só quero que você me ligue pra dizer que ouviu uma música, e lembrou de mim. Eu não quero que você me dê presentes o tempo todo, só quero que em um dia aleatório, você chegue com uma rosa roubada do jardim do vizinho. Eu não quero que você me ligue o tempo todo, só que mande uma mensagem de madrugada, dizendo que não consegue dormir. Eu não quero que você me leve para onde for, só quero que quando você voltar, diga que sentiu saudades. Eu não quero que você saia comigo todos os dias, só quero que em um dia qualquer você me ligue dizendo que está em frente a minha casa, me esperando. Eu não quero que você me faça declarações de amor, só quero que eu encontre meu nome escrito em algum canto do seu caderno. Eu não quero que você me chame de apelidos como amor, linda, fofa, só quero que quando perguntem sobre mim, suas pupilas dilatem e você diga ‘minha pequena’.
Ramon Martins s2
Ramon Martins s2
domingo, 26 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
O fim de uma era.
"Eu não vou chorar porque vocês me ensinaram a ser forte."
''Harry Potter nunca terá um fim. Afinal, a série terminará com 8 filmes, vire o número 8 de lado, e terá o símbolo do infinito.''
Assinar:
Comentários (Atom)